Meu nome é Caio Sousa, atuo com Marketing a 25 anos, é uma coisa que eu amo com todas minhas forças.
Quando amamos alguma coisa queremos fazer sempre um pouquinho mais do que o comum, não é mesmo? Então, eu decidi abrir um blog onde quero compartilhar alguns macetes com vocês, assim fazemos uma troca de experiência bem bacana.
Thursday, April 16, 2020
Como melhorar os relacionamentos na quarentena?
Estresse, tensão, insegurança e medo. Muita gente concorda que esses sentimentos estão aparecendo com mais frequência agora, com a pandemia de COVID-19. Infelizmente, as sensações negativas podem não só afetar a nós mesmos, como prejudicar as relações com as pessoas ao nosso redor. “Quando estamos fragilizados e sensíveis, nos deixamos levar mais pela emoção do que pela razão. E, desse modo, ficamos mais suscetíveis a nos comunicar de forma mais ríspida, gerando conflitos”, explica Marie Bendelac Ururahy (@mariebendelac), especialista em Comunicação Não-Violenta (CNV) e empatia.
Contudo, é possível adotar pequenos hábitos para melhorar a convivência. A seguir, confira as dicas de uma especialista e veja o que é possível fazer nas suas relações:
Como melhorar a convivência com o/a parceiro/a:
A base para uma boa relação é o diálogo. “Não se feche em si mesmo e nem ignore a presença do outro [isso só piora as coisas]. A convivência se torna mais pacífica e agradável quando há respeito de ambas as partes”, aconselha a psicóloga Deise Iara dos Santos, do Hospital Adventista Silvestre Itaboraí. Ainda de acordo com ela, o casal precisa sentar para refletir sobre três seguintes pontos: como tirar forças e enfrentar o período atual; quais atitudes tomar se as coisas apertarem; e o que cada um pode fazer individualmente para melhorar a situação.
O segundo passo seria, então, praticar a empatia e se colocar no lugar do outro. “E entender está difícil não só para uma pessoa. Desse modo, você pode pensar em como agir para não magoar e como expressar melhor o que está sentindo”, continua a psicóloga.
Depois, crie uma nova rotina, respeitando a divisão de tarefas e entendendo que cada um vai fazer o que for possível dentro de suas próprias limitações (e dada a atual situação, é claro). “Defina o local de trabalho, organize o tempo com os filhos. Fazer exercício físico nunca foi tão importante, pois ajuda muito na saúde mental”, recomenda Rafael Cobra, palestrante e produtor de conteúdo digital.
E por que não resgatar um hábito que o casal goste? Fazer uma espécie de clube de leitura à dois, ouvir músicas, dançar, cozinhar, jogar ou assistir filmes. Afinal, de vez em quando é bom esquecer das tarefas e obrigações.
Como melhorar a relação com os filhos:
Nesse caso, tenha paciência e explique quantas vezes for necessário o que está acontecendo. “As conversas devem sempre conter uma linguagem apropriada para a faixa etária das crianças. Assim, haverá compreensão sobre as mudanças repentinas”, diz a psicóloga.
Mas fique atento. “Mesmo sorrindo e brincando, a criança pode estar vivenciando um luto. Por isso é tão necessário que o pequeno entenda a questão da prevenção, que envolve o afastamento da vida social, dos amigos e da escola: ele precisa ser inserido no contexto, valorizando o seu papel e se sentindo útil no combate à pandemia.”
Como melhorar a relação com os idosos:
Mesmo fazendo parte do grupo de risco, muitos têm uma vontade enorme de sair e passear, pois ficam muito solitários. “Faça o idoso compreender que estar em casa significa a preservação da sua vida. Além disso, distraia-o: converse diariamente com ele, relembre os momentos felizes, envolva-o em atividades prazerosas, invista em trabalhos artísticos, culinários, de jardinagem ou até com os pets”, diz Deise.
Como melhorar a relação com um colega de apartamento:
Aqui, a convivência pode ser um pouco mais complicada por conta da falta de intimidade. Então vale tentar criar laços com o outro. “Aproveite o período para observar melhor a pessoa com quem você costumava conviver apenas alguma horas por dia. Busque virtudes e pontos positivos, tente começar diálogos e uma aproximação melhor. Tenha em mente que ninguém consegue mudar o outro, mas podemos nos adaptar às situações.”
Marie Bendelac Ururahy sentiu que precisava melhorar as suas relações ao vir morar no Brasil, há 11 anos. A francesa formada em administração se apaixonou então pela psicologia e começou a se interessar cada vez mais pela comunicação não-violenta (CNV). “Hoje, depois de muitos anos e diversas formações nacionais e internacionais, ajudo inúmeros clientes a se expressarem de maneira mais construtiva”, ela conta.
O conceito, explica, surgiu nos anos 60 e foi idealizado por Marshall Rosenberg durante o período de segregação racial nos Estados Unidos. “Ele percebeu que alguns padrões de linguagem fomentam a violência, já outros desarmam. E que tudo isso é sistêmico: fazemos parte de uma sociedade onde um sempre quer exercer poder sobre o outro.”
Mas como a violência pode ser demonstrada pela linguagem? O primeiro modo, e o mais óbvio, é por meio do grito. Já outras formas não são tão óbvias, mas igualmente ruins. “Também há a intimidação, indireta e imposição”, diz Marie.
Ela nos dá um exemplo: quando falamos “estou muito triste com você porque você nunca arruma seu quarto”, a pessoa se sente compelida a fazer o que você quer por medo, culpa ou até vergonha. Sem contar que há uma generalização — você supõe que o outro nunca arruma o quarto, sem nem refletir se isso realmente é verdade ou não.
Uma saída então, é reformular a frase para “eu já pedi três vezes para você arrumar o quarto, e você ainda não o fez. Estou cheio de tarefas e preciso da sua ajuda”. Desse modo, você é mais objetivo e traz argumentos reais que defendem seu ponto de vista.
Mas o que fazer quando o outro é violento no modo de falar? “Procure ouvir, manter a calma e não interrompa a pessoa. Depois, responda com perguntas que mostrem seu lado. Um dos pilares da CNV é a escuta empática.”
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